sexta-feira, 7 de novembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
RECOMECE SEMPRE
Observe a Natureza. Tudo nela é recomeço.
No lugar da poda surgem brotos novos.
Com a água, a planta viceja novamente. Nada para.
A própria Terra se veste diferentemente, todas as
manhas.
Isso acontece também conosco. A ferida cicatriza.
As dores desaparecem. A doença é vencida pela saúde.
A calma sucede ao nervosismo.
O descanso restitui as forças.
Recomece. Não desanime.
Se preciso, faça tudo novamente.
Assim é a vida!
Na busca da praia as ondas do mar se renovam continuamente!"
(Gotas de esperança)
sábado, 18 de outubro de 2014
CASE-SE
Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.
Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.
Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.
Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.
Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.
Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto.
Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.
Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.
Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo.
Curta mais o seu amor.
Por: Diego Engenho Novo
terça-feira, 7 de outubro de 2014
EM APENAS 10 MINUTOS
Quanto tempo de vida cabem
em 10 minutos? Você já parou para pensar sobre isso?
Se considerarmos a
velocidade e a diversidade do nosso pensar, criamos diálogos e discussões que
nunca ocorrerão, imaginamos situações inusitadas, criamos teorias intangíveis,
planejamos viagens instantâneas, voltamos ao passado e tocamos o futuro, amamos
e desamamos, mergulhamos em mares de inspiração, voamos e desbravamos universos
em questão de segundos, e nada nos arrancaria desse poder ilimitado não fosse o
insistente alarme do relógio transportando-nos ao tempo presente, ao qual
contra atacamos com “só mais 10 minutos”.
Tempo é dinheiro e dez
minutos são muito preciosos na conjuntura das horas, dos dias e dos anos. Tão
preciosos que acabamos usando todos para nós ou para aquilo que priorizamos.
Tempo também é uma questão de uso e de escolhas, mas o estamos usando com
sabedoria? Ou deixamos ele escorrer por entre milhares de informações e quando
vemos já é meio dia, e quando olhamos já é meia noite, já é natal....
Em dez minutos a bolsa cai,
o trem passa, o emprego se perde, a oportunidade deságua, a esperança
desaparece.
Em dez minutos nasce um
choro de vida, uma flor desabrocha, um sorriso se ilumina, uma janela se abre,
um acidente acontece, o tempo muda, o mundo vira, um coração se parte, um ser
suspira e se despede.
A espera vira angústia, a
dor consumição, a rejeição dilaceramento, o abandono depressão, o luto um vazio
eterno sem consolação.
Se contarmos no relógio de
10 em 10 minutos, em uma hora existirão 6 oportunidades para presentearmos
alguém com nossa atenção. A cada dia são 144 oportunidades para se escolher a quem doar
seus 10 preciosos minutos. Pense nisso!
Pode ser com um telefonema, dizendo: "Sinto Muito, Me Perdoe, Eu te Amo, Sou grato" ou privilegiando um amigo, um
parente, um irmão com o seu carinho, com a sua presença, com o seu abraço.
Mova os pés,
surpreenda, eternize a alegria do reencontrar, um gesto diz mais que muitas palavras.
Em dez minutos mudam-se vidas. Que ela seja então vivida em toda a sua potencialidade.
Que não seja um “que pena” ou a “duras penas”, mas que “valha muito a pena”.
Que não seja um “que pena” ou a “duras penas”, mas que “valha muito a pena”.
Namastê! I see you!
Tereza Sigwalt
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
A SABEDORIA DO YIN E YANG - Tereza Sigwalt
“O
dual não precisa ser uma oposição. Ele é uma medida de contraponto”
No dia 11 de fevereiro
de 2014, acordei na madrugada com esta afirmação no meu ouvido. Corri para
anotar e voltei a dormir. Pela manhã me surpreendi com tamanha sabedoria e
precisão destas palavras, que estavam em consonância com o entendimento que
sempre tive sobre a imagem, do Yin e Yang, diferentemente da maioria das
pessoas.
Muitos atribuem a ela o
significado de dualidade que precisa ser equilibrada, conceito que não se adequa
ao pensamento oriental onde surgiu.
A ideia de dualidade, bem
OU mal, de claro OU escuro e todas as significações filosóficas e religiosas
que carregam esta densidade de separatividade, de “lados opostos” e
conflitantes em sua essência, estão enraizados historicamente no ocidente.
Se nos aprofundássemos na
imagem e no seu conceito, de forma mais unicista e integral, perceberíamos que
ela é um pause, uma foto de algo que possui um movimento constante e
interminável. Sempre submergindo e emergindo, como nossos próprios pensamentos,
como o dia e a noite, como quando dormimos e depois acordamos, como o elétron
que pula de uma órbita e aparece em outra. Nada para. Nada termina, mesmo que
nossos olhos deixem de ver, a vida é contínua.
O yin - o útero, o
interno, o não consciente, aquilo que está por vir, contém um ponto de luz, uma
semente, um caminho, uma ideia, uma clareza - o yang.
Nunca houve separatividade
entre estes dois polos que tem uma ponte entre si com inúmeras possibilidades à
espera da manifestação. O Yin pode ser o livre arbítrio, o Yang nossa escolha,
privilegiando um ponto aos outros. Aquilo que resolvemos dar atenção, ou que
nossa parte não-consciente quer experienciar.
"Quando fechas os teus
olhos, e instantaneamente mergulhas no teu templo sagrado, banhado de
escuridão, conecta-te com o âmago do seu ser amplo e único e com todo o
Universo. Ao abrir os olhos, voltas ao mundo das formas, das texturas, dos
sabores, odores e cores, e ainda és tu, dentro e fora, uno contigo."
O dual não precisa ser uma
oposição, mas uma medida de contraponto.
Toda vez que enxergares o
outro ou a situação como uma agressão, um inimigo, um castigo, exerça esta
sabedoria do Yin E Yang. Como um
sinalizador do caminho, nos pontos que precisam ser vistos e reintegrados, ampliados
na busca da evolução, como uma espiral infinita. Tudo depende do nosso olhar. Ame
o que está fora do mesmo modo do que está dentro de ti. Tudo é Um.
Namastê! I see you!
Tereza Sigwalt
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
OM MANI PADME HUM
Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra).
Significa - Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.
Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: OM MANI PEME HUNG este é o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos.
Qualquer pessoa pode entoá-lo. Estando feliz ou triste, ao entoar o "Mani Mantra", uma espontânea devoção surgirá em nossa mente e o grande caminho será fortemente realizado.
Este juramento bodhisatva, é feito por todos os Mestres que servem a Luz da Grande Fraternidade Branca. Eles deixam de seguir as sua evolução em planos superiores, para servir a Luz de seus irmãos ainda encarnados.
O som de cada silaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual.
Fazer o som de cada silaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto.
Existe também um grande numero de outros beneficio que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo.
OM - A primeira silaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade.
MA - Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura.
NI - Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.
PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da perseverança.
ME - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da concentração.
HUM - Ajuda na conquista da perfeição na pratica da sabedoria.
Kwain - bodhisattva da compaixão
Quando recitamos este mantra, estamos na verdade repetindo o nome de Chenrezig. Este mantra é investido com a benção e o poder da mente de Chenrezig, sendo que ele mesmo reúne a benção e a compaixão de todos os budas e bodhisattvas. Desta forma o mantra é imbuído com a capacidade de purificar nossa mente de sua obscuridade. O mantra abre a mente para o amor e compaixão e a conduz ao despertar.
Chenrezig, Avalokitesvara e Kuan Yin são os nomes do mesmo buda da compaixão.
(via www.grandefraternidadebranca.com.br)
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
NAMASTÊ!
Eu reverencio, eu saúdo, eu celebro, eu reconheço o Deus que habita em mim sendo o mesmo que habita em você!
Essa saudação toca tão profundamente o meu coração, pois diz claramente o quanto somos irmãos, compartilhando o mesmo mundo, o mesmo universo, unindo os versos, nos tornando Um.
Namastê - palavra da língua sânscrita, usada na Índia e por toda a Ásia, que significa literalmente "eu me curvo diante de ti". Lembrei-me imediatamente do gesto de humildade e reverência de Jesus ao lavar os pés dos apóstolos na última ceia.
Colocar o outro em pé de igualdade, nos tempos modernos onde o que permeia é a competição, já não é tarefa fácil, elevá-lo a um patamar superior ao nosso é mais difícil ainda. Parece tarefa dos santos ou dos muito iluminados.
É preciso muito Amor para com o próximo. É preciso ter a humildade de ver o outro também como o templo de Deus. É ter certeza do quanto é abençoada a sua presença em nossa vida. É conseguir amá-lo em sua totalidade, aceitando o seu lado sombra e luz, um ser único, como todos nós o somos, semelhantes ao Divino que nos habita.
Aceitar a si próprio em sua totalidade é amar o Outro incondicionalmente. É ter olhos para ver não só o que gostamos, pois se tornaria seu próprio reflexo, mas todas as cores e o preto e o branco que somos, sem julgamentos.
O Outro é companheiro de nossa jornada, nos ajuda a crescer em consciência, pois muitas vezes não gostamos de ouvir o que nos diz. Na luta entre o Ego e o Eu em seu duelo permanente dentro de nós, ele assume a posição do contrário, nem sempre é um inimigo, mas aquele que pega a espada e nos fere, nos expõe, dilacera ilusões, nos faz chorar de dor e abre caminho para a nossa cura.
Por isso, reverencie o outro que cruza o seu caminho. Olhe-o nos olhos, sinta-se grato pela oportunidade de encontrá-l0. Todos são bem vindos na busca incessante de aperfeiçoamento de nosso Ser multifacetado. Somos filhos do mesmo pai, raios emanados da mesma Fonte de Luz. Ame o Outro como a ti mesmo.
Namastê! I See You! Eu me amo em você!
Tereza Sigwalt
Essa saudação toca tão profundamente o meu coração, pois diz claramente o quanto somos irmãos, compartilhando o mesmo mundo, o mesmo universo, unindo os versos, nos tornando Um.
Namastê - palavra da língua sânscrita, usada na Índia e por toda a Ásia, que significa literalmente "eu me curvo diante de ti". Lembrei-me imediatamente do gesto de humildade e reverência de Jesus ao lavar os pés dos apóstolos na última ceia.
Colocar o outro em pé de igualdade, nos tempos modernos onde o que permeia é a competição, já não é tarefa fácil, elevá-lo a um patamar superior ao nosso é mais difícil ainda. Parece tarefa dos santos ou dos muito iluminados.
É preciso muito Amor para com o próximo. É preciso ter a humildade de ver o outro também como o templo de Deus. É ter certeza do quanto é abençoada a sua presença em nossa vida. É conseguir amá-lo em sua totalidade, aceitando o seu lado sombra e luz, um ser único, como todos nós o somos, semelhantes ao Divino que nos habita.
Aceitar a si próprio em sua totalidade é amar o Outro incondicionalmente. É ter olhos para ver não só o que gostamos, pois se tornaria seu próprio reflexo, mas todas as cores e o preto e o branco que somos, sem julgamentos.
O Outro é companheiro de nossa jornada, nos ajuda a crescer em consciência, pois muitas vezes não gostamos de ouvir o que nos diz. Na luta entre o Ego e o Eu em seu duelo permanente dentro de nós, ele assume a posição do contrário, nem sempre é um inimigo, mas aquele que pega a espada e nos fere, nos expõe, dilacera ilusões, nos faz chorar de dor e abre caminho para a nossa cura.
Por isso, reverencie o outro que cruza o seu caminho. Olhe-o nos olhos, sinta-se grato pela oportunidade de encontrá-l0. Todos são bem vindos na busca incessante de aperfeiçoamento de nosso Ser multifacetado. Somos filhos do mesmo pai, raios emanados da mesma Fonte de Luz. Ame o Outro como a ti mesmo.
Namastê! I See You! Eu me amo em você!
Tereza Sigwalt
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
O AMOR NÃO É UM RELACIONAMENTO
O Amor se relaciona, mas não é um relacionamento.
Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento; o amor é um relacionar-se. Ele é sempre um rio, fluindo, ininterrupto. O amor não sabe o que é fim; a lua de mel começa, mas nunca acaba. Não é como um romance, que começa num certo ponto e acaba em outro. Ele é um fenômeno contínuo. Os amantes chegam ao fim, o amor não. Ele é um continuum. É um verbo, não um substantivo.
Num mundo melhor, com mais pessoas meditativas, com um pouco mais de iluminação espalhada sobre a Terra, as pessoas amarão, amarão imensamente, mas esse amor será um relacionar-se, não um relacionamento. E eu não estou dizendo que esse amor será momentâneo apenas. Há toda possibilidade de que ele vá mais fundo, pode ter mais intimidade, pode ter mais poesia, pode ter mais divindade nele. Existe toda a possibilidade de que esse amor possa durar mais do que os chamados relacionamentos. Mas não será garantido por lei, nem pelos tribunais. Será um compromisso do coração. Será uma comunhão silenciosa.
Se você gosta de estar com alguém, vai querer gostar cada vez mais. Se você gosta da intimidade, vai querer explorá-la cada vez mais.
Existem algumas flores do Amor que só desabrocham depois de um longo período de intimidade. Existem flores sazonais também; em seis semanas elas já estão ao sol, mas bastam mais seis semanas para que deixem de existir. Existem flores que levam anos para desabrochar, e existem aquelas que duram muitos anos. Quanto mais ela dura, mais profundidade tem.
Mas é preciso que seja um compromisso entre dois corações. Ele nem precisa ser verbalizado, porque verbalizá-lo é profaná-lo. Ele precisa ser um compromisso silencioso: olho no olho, coração com coração, ser com ser. Tem que ser entendido e não dito.
Esqueça os relacionamentos e aprenda a se relacionar. Depois que você entra num relacionamento, começa a não dar a devida importância para o outro. É isso que destrói qualquer amor.
Pensar que conhece o parceiro é muita falta de gratidão. Como pode achar que conhece a mulher ou o homem? Eles são processos e não coisas.
O homem que você dormiu ontem à noite, olhe o rosto dele pela manhã, não é mais a mesma pessoa. A mudança é incalculável.
Essa é a diferença entre um objeto e uma pessoa.
Relacionar-se significa que você está sempre recomeçando, você esta sempre tentando se familiarizar com a pessoa. Vendo outras facetas da personalidade um do outro, e penetrando cada vez mais fundo no seu reino interior.
Essa é a alegria do Amor: a exploração da consciência.
Mergulhando fundo no outro, você estará conhecendo as suas próprias emoções.
Os amantes tornam-se espelhos um para o outro e o amor se torna uma meditação.
OSHO
A MIRAGEM por Tereza Sigwalt
Dizem que a miragem é um fenômeno ótico, onde as ondas de luz sofrem uma interferência em sua propagação direta da fonte, criando uma imagem irreal, uma ilusão de ótica.
Quantas vezes na nossa vida, caminhamos por desertos a procura de um oásis. Somos guiados por algo que acreditamos existir, na verdade temos certeza que existe em algum lugar.
Essa busca pode ser por um sentido de vida, por um amor verdadeiro, por uma conexão com o divino ou por tantos outros motivos, movendo nossa vontade e disponibilidade para aquele fim.
Quanto mais sedentos estivermos, mais expectativas criamos e ilusões produzimos dentro de nós.
E a miragem que a princípio se apresenta como um bálsamo, um reencontro, um mar, um porto, transforma-se numa visão falsa, num propósito enganador, numa grande decepção.
Decepção que tira o chão, que desmagnetiza a bússola, que atinge a pureza da alma, que a faz sentir tola, crente em fantasias. Não enxergamos a luz mas a refração da luz.
Mas, só conseguiremos trilhar o caminho evolutivo da consciência, aprendendo a separar o joio do trigo, a verdade da ilusão, o real do que é miragem.
Não se culpe, não se julgue, não se condene por isso. Ame-se por mais esta aprendizagem. Não há erros, só escolhas de caminhos, e estes a todo momento podem ser modificados.
E como diz aquela canção*:
"Bem aventurados os que atravessam os desertos arriscando tudo por uma miragem.
Pois sabem que há uma Fonte oculta nas areias e os que dela bebem serão para sempre consolados"
Tereza Sigwalt
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
A VIAGEM
Quantos desertos percorri na busca de um milagre
De um Amor, de um oásis.
Quantos mares atravessei
Desejando uma ilha encontrar.
Uma ilha de Paz, de Esperança e de Verdade
Quantos passos em vão tive que dar
Correndo em círculos
Transbordando de amor e de amar
Quantos universos precisei transpassar
Buscando em alguma estrela
O meu par estelar
O meu par estelar
No entanto
tudo estava em um só lugar
tudo estava em um só lugar
No instante que me deparei
Com a luz do teu olhar.
Tê Sigwalt
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