sábado, 18 de outubro de 2014

CASE-SE

Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.
Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.

Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.
Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.
Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. 
Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.
Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.

Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. 

Curta mais o seu amor.

Por: Diego Engenho Novo

terça-feira, 7 de outubro de 2014

EM APENAS 10 MINUTOS

Quanto tempo de vida cabem em 10 minutos? Você já parou para pensar sobre isso?

Se considerarmos a velocidade e a diversidade do nosso pensar, criamos diálogos e discussões que nunca ocorrerão, imaginamos situações inusitadas, criamos teorias intangíveis, planejamos viagens instantâneas, voltamos ao passado e tocamos o futuro, amamos e desamamos, mergulhamos em mares de inspiração, voamos e desbravamos universos em questão de segundos, e nada nos arrancaria desse poder ilimitado não fosse o insistente alarme do relógio transportando-nos ao tempo presente, ao qual contra atacamos com “só mais 10 minutos”.

Tempo é dinheiro e dez minutos são muito preciosos na conjuntura das horas, dos dias e dos anos. Tão preciosos que acabamos usando todos para nós ou para aquilo que priorizamos. 

Tempo também é uma questão de uso e de escolhas, mas o estamos usando com sabedoria? Ou deixamos ele escorrer por entre milhares de informações e quando vemos já é meio dia, e quando olhamos já é meia noite, já é natal....

Em dez minutos a bolsa cai, o trem passa, o emprego se perde, a oportunidade deságua, a esperança desaparece.

Em dez minutos nasce um choro de vida, uma flor desabrocha, um sorriso se ilumina, uma janela se abre, um acidente acontece, o tempo muda, o mundo vira, um coração se parte, um ser suspira e se despede.

A espera vira angústia, a dor consumição, a rejeição dilaceramento, o abandono depressão, o luto um vazio eterno sem consolação.

Se contarmos no relógio de 10 em 10 minutos, em uma hora existirão 6 oportunidades para presentearmos alguém com nossa atenção. A cada dia são 144 oportunidades para se escolher a quem doar seus 10 preciosos minutos. Pense nisso!

Pode ser com um telefonema, dizendo: "Sinto Muito, Me Perdoe, Eu te Amo, Sou grato" ou privilegiando um amigo, um parente, um irmão com o seu carinho, com a sua presença, com o seu abraço. 

Mova os pés, surpreenda, eternize a alegria do reencontrar, um gesto diz mais que muitas palavras.

Em dez minutos mudam-se vidas. Que ela seja então vivida em toda a sua potencialidade. 
Que não seja um “que pena” ou a “duras penas”, mas que “valha muito a pena”.

Namastê! I see you!

Tereza Sigwalt  

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A SABEDORIA DO YIN E YANG - Tereza Sigwalt


“O dual não precisa ser uma oposição. Ele é uma medida de contraponto”

No dia 11 de fevereiro de 2014, acordei na madrugada com esta afirmação no meu ouvido. Corri para anotar e voltei a dormir. Pela manhã me surpreendi com tamanha sabedoria e precisão destas palavras, que estavam em consonância com o entendimento que sempre tive sobre a imagem, do Yin e Yang, diferentemente da maioria das pessoas.

Muitos atribuem a ela o significado de dualidade que precisa ser equilibrada, conceito que não se adequa ao pensamento oriental onde surgiu.
A ideia de dualidade, bem OU mal, de claro OU escuro e todas as significações filosóficas e religiosas que carregam esta densidade de separatividade, de “lados opostos” e conflitantes em sua essência, estão enraizados historicamente no ocidente.

Se nos aprofundássemos na imagem e no seu conceito, de forma mais unicista e integral, perceberíamos que ela é um pause, uma foto de algo que possui um movimento constante e interminável. Sempre submergindo e emergindo, como nossos próprios pensamentos, como o dia e a noite, como quando dormimos e depois acordamos, como o elétron que pula de uma órbita e aparece em outra. Nada para. Nada termina, mesmo que nossos olhos deixem de ver, a vida é contínua.

O yin - o útero, o interno, o não consciente, aquilo que está por vir, contém um ponto de luz, uma semente, um caminho, uma ideia, uma clareza - o yang

Nunca houve separatividade entre estes dois polos que tem uma ponte entre si com inúmeras possibilidades à espera da manifestação. O Yin pode ser o livre arbítrio, o Yang nossa escolha, privilegiando um ponto aos outros. Aquilo que resolvemos dar atenção, ou que nossa parte não-consciente quer experienciar.

"Quando fechas os teus olhos, e instantaneamente mergulhas no teu templo sagrado, banhado de escuridão, conecta-te com o âmago do seu ser amplo e único e com todo o Universo. Ao abrir os olhos, voltas ao mundo das formas, das texturas, dos sabores, odores e cores, e ainda és tu, dentro e fora, uno contigo."

O dual não precisa ser uma oposição, mas uma medida de contraponto.

Toda vez que enxergares o outro ou a situação como uma agressão, um inimigo, um castigo, exerça esta sabedoria do Yin E Yang. Como um sinalizador do caminho, nos pontos que precisam ser vistos e reintegrados, ampliados na busca da evolução, como uma espiral infinita. Tudo depende do nosso olhar. Ame o que está fora do mesmo modo do que está dentro de ti. Tudo é Um.

Namastê! I see you!

Tereza Sigwalt 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

OM MANI PADME HUM


Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra).

Significa - Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.

Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: OM MANI PEME HUNG este é o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos.

Qualquer pessoa pode entoá-lo. Estando feliz ou triste, ao entoar o "Mani Mantra", uma espontânea devoção surgirá em nossa mente e o grande caminho será fortemente realizado.

Este juramento bodhisatva, é feito por todos os Mestres que servem a Luz da Grande Fraternidade Branca. Eles deixam de seguir  as sua evolução em planos superiores, para servir a Luz de seus irmãos ainda encarnados.

O som de cada silaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual.

Fazer o som de cada silaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto.

Existe também um grande numero de outros beneficio que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo.

OM - A primeira silaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade.
MA - Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura.
NI - Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.
PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da perseverança.
ME - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da concentração.
HUM - Ajuda na conquista da perfeição na pratica da sabedoria.

Kwain - bodhisattva da compaixão

Quando recitamos este mantra, estamos na verdade repetindo o nome de Chenrezig. Este mantra é investido com a benção e o poder da mente de Chenrezig, sendo que ele mesmo reúne a benção e a compaixão de todos os budas e bodhisattvas. Desta forma o mantra é imbuído com a capacidade de purificar nossa mente de sua obscuridade.  O mantra abre a mente para o amor e compaixão e a conduz ao despertar.

Chenrezig, Avalokitesvara e Kuan Yin são os nomes do mesmo buda da compaixão.

(via www.grandefraternidadebranca.com.br)



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

NAMASTÊ!


Eu reverencio, eu saúdo, eu celebro, eu reconheço o Deus que habita em mim sendo o mesmo que habita em você!
Essa saudação toca tão profundamente o meu coração, pois diz claramente o quanto somos irmãos, compartilhando o mesmo mundo, o mesmo universo, unindo os versos, nos tornando Um.

Namastê - palavra da língua sânscrita, usada na Índia e por toda a Ásia, que significa literalmente "eu me curvo diante de ti". Lembrei-me imediatamente do gesto de humildade e reverência de Jesus ao lavar os pés dos apóstolos na última ceia.

Colocar o outro em pé de igualdade, nos tempos modernos onde o que permeia é a competição, já não é tarefa fácil, elevá-lo a um patamar superior ao nosso é mais difícil ainda. Parece tarefa dos santos ou dos muito iluminados.  

É preciso muito Amor para com o próximo.  É preciso ter a humildade de ver  o outro também como o templo de Deus. É ter certeza do quanto é abençoada a sua presença em nossa vida. É conseguir amá-lo em sua totalidade, aceitando o seu lado sombra e luz, um ser único, como todos nós o somos, semelhantes ao Divino que nos habita.

Aceitar a si próprio em sua totalidade é amar o Outro incondicionalmente. É ter olhos para ver não só o que gostamos, pois se tornaria seu próprio reflexo, mas todas as cores e o preto e o branco que somos, sem julgamentos.

O Outro é companheiro de nossa jornada, nos ajuda a crescer em consciência, pois muitas vezes não gostamos de ouvir o que nos diz. Na luta entre o Ego e o Eu em seu duelo permanente dentro de nós, ele assume a posição do contrário, nem sempre é um inimigo, mas aquele que pega a espada e nos fere, nos expõe, dilacera ilusões, nos faz chorar de dor e abre caminho para a nossa cura.


Por isso, reverencie o outro que cruza o seu caminho. Olhe-o nos olhos, sinta-se grato pela oportunidade de encontrá-l0. Todos são bem vindos na busca incessante de aperfeiçoamento de nosso Ser multifacetado. Somos filhos do mesmo pai, raios emanados da mesma Fonte de Luz. Ame o Outro como a ti mesmo.

Namastê! I See You! Eu me amo em você!


Tereza Sigwalt


  

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O AMOR NÃO É UM RELACIONAMENTO


O Amor se relaciona, mas não é um relacionamento.
Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento; o amor é um relacionar-se. Ele é sempre um rio, fluindo, ininterrupto. O amor não sabe o que é fim; a lua de mel começa, mas nunca acaba. Não é como um romance, que começa num certo ponto e acaba em outro. Ele é um fenômeno contínuo. Os amantes chegam ao fim, o amor não. Ele é um continuum. É um verbo, não um substantivo. 

Num mundo melhor, com mais pessoas meditativas, com um pouco mais de iluminação espalhada sobre a Terra, as pessoas amarão, amarão imensamente, mas esse amor será um relacionar-se, não um relacionamento. E eu não estou dizendo que esse amor será momentâneo apenas. Há toda possibilidade de que ele vá mais fundo, pode ter mais intimidade, pode ter mais poesia, pode ter mais divindade nele. Existe toda a possibilidade de que esse amor possa durar mais do que os chamados relacionamentos. Mas não será garantido por lei, nem pelos tribunais. Será um compromisso do coração. Será uma comunhão silenciosa.

Se você gosta de estar com alguém, vai querer gostar cada vez mais. Se você gosta da intimidade, vai querer explorá-la cada vez mais.
Existem algumas flores do Amor que só desabrocham depois de um longo período de intimidade. Existem flores sazonais também; em seis semanas elas já estão ao sol, mas bastam mais seis semanas para que deixem de existir. Existem flores que levam anos para desabrochar, e existem aquelas que duram muitos anos. Quanto mais ela dura, mais profundidade tem.

Mas é preciso que seja um compromisso entre dois corações. Ele nem precisa ser verbalizado, porque verbalizá-lo é profaná-lo. Ele precisa ser um compromisso silencioso: olho no olho, coração com coração, ser com ser. Tem que ser entendido e não dito.

Esqueça os relacionamentos e aprenda a se relacionar. Depois que você entra num relacionamento, começa a não dar a devida importância para o outro. É isso que destrói qualquer amor.
Pensar que conhece o parceiro é muita falta de gratidão. Como pode achar que conhece a mulher ou o homem? Eles são processos e não coisas.

O homem que você dormiu ontem à noite, olhe o rosto dele pela manhã, não é mais a mesma pessoa. A mudança é incalculável.
Essa é a diferença entre um objeto e uma pessoa.
Relacionar-se significa que você está sempre recomeçando, você esta sempre tentando se familiarizar com a pessoa. Vendo outras facetas da personalidade um do outro, e penetrando cada vez mais fundo no seu reino interior.

Essa é a alegria do Amor: a exploração da consciência.
Mergulhando fundo no outro, você estará conhecendo as suas próprias emoções. 
Os amantes tornam-se espelhos um para o outro e o amor se torna uma meditação.

OSHO

A MIRAGEM por Tereza Sigwalt


Dizem que a miragem é um fenômeno ótico, onde as ondas de luz sofrem uma interferência em sua propagação direta da fonte, criando uma imagem irreal, uma ilusão de ótica.


Quantas vezes na nossa vida, caminhamos por desertos a procura de um oásis. Somos guiados por algo que acreditamos existir, na verdade temos certeza que existe em algum lugar.

Essa busca pode ser por um sentido de vida, por um amor verdadeiro, por uma conexão com o divino ou por tantos outros motivos, movendo nossa vontade e disponibilidade para aquele fim.

Quanto mais sedentos estivermos, mais expectativas criamos e ilusões produzimos dentro de nós.

E a miragem que a princípio se apresenta como um bálsamo, um reencontro, um mar, um porto, transforma-se numa visão falsa, num propósito enganador, numa grande decepção.
Decepção que tira o chão, que desmagnetiza a bússola, que atinge a pureza da alma, que a faz sentir tola, crente em fantasias. Não enxergamos a luz mas a refração da luz. 

Mas, só conseguiremos trilhar o caminho evolutivo da consciência, aprendendo a separar o joio do trigo, a verdade da ilusão, o real do que é miragem.
Não se culpe, não se julgue, não se condene por isso. Ame-se por mais esta aprendizagem. Não há erros, só escolhas de caminhos, e estes a todo momento podem ser modificados.

E como diz aquela canção*: 
"Bem aventurados os que atravessam os desertos arriscando tudo por uma miragem.
Pois sabem que há uma Fonte oculta nas areias e os que dela bebem serão para sempre consolados"

Tereza Sigwalt

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A VIAGEM

Quantos desertos percorri na busca de um milagre
De um Amor, de um oásis.
Quantos mares atravessei 
Desejando uma ilha encontrar.
Uma ilha de Paz, de Esperança e de Verdade

Quantos passos em vão tive que dar
Correndo em círculos
Transbordando de amor e de amar
Quantos universos precisei transpassar
Buscando em alguma estrela
O meu par estelar

No entanto  
tudo estava em um só lugar
No instante que me deparei
Com a luz do teu olhar.

Tê Sigwalt


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A MEDITAÇÃO E O AMOR


" A Meditação e o Amor são duas maneiras de se atingir a individualidade. Os dois estão profundamente relacionados. Na verdade os dois, são lados de uma mesma moeda. 
Se você medita, cedo ou tarde vai se deparar com o Amor. Se medita profundamente, cedo ou tarde começará a sentir um amor imenso brotando dentro de você, algo que nunca conheceu antes: uma nova qualidade no seu ser, uma nova porta se abrindo. Você se torna uma nova chama e quer compartilhar o que tem.
Se você Ama profundamente, aos poucos vai percebendo que o seu amor está se tornando mais e mais meditativo. Uma qualidade sutil de silencio começa a invadir você.
Os pensamentos vão desaparecendo, as lacunas aumentando, silêncios. Você passa a tocar as suas próprias profundezas.
O Amor torna você meditativo se estiver no caminho certo. A Meditação torna você amoroso se estiver no caminho certo.

Osho

O NOVO CAMINHO DA KUNDALINI


Canalização espiritual:
Os Nove Senhores do Tempo,
Mestres da Freqüência para a Transição,
através de Mary Fran Koppa.

Segundo o ensinamento tradicional sobre a energia kundalini, ela percorre a coluna central do corpo, do períneo até a coroa, sobe fluindo a partir da coroa, transbordando, derramando-se para baixo, reunindo-se nos pés e entrando novamente no corpo pelo períneo, criando um fluxo contínuo. Essa é uma compreensão básica de um processo passando agora por profundas mudanças, o que exige uma atualização.

Outro ensinamento tradicional sobre a coluna central de energia também precisa de ser atualizado — aquele segundo o qual "fazemos uma coluna de energia atravessar o corpo, para baixo até o núcleo da Terra, e para cima, saindo da coroa e chegando ao cosmo." Ensinaram-nos que essa é nossa ligação com o planeta e com a nossa Fonte. Se isso fosse verdade, o que acontece com nossa ligação com a Terra quando estamos deitados? Essa coluna de energia que transpassa nossos chakras sai da Terra e corre tangente ao planeta? Certamente não. Nossa ligação energética com o planeta nunca é, nem pode ser, quebrada enquanto estivermos vivos. Que distância a coluna de energia que sai de nossa coroa tem de percorrer para encontrar a Fonte?

Há uma explicação mais complicada para nossa ligação com o núcleo da Terra e com a Fonte. Estamos ligados internamente à nossa Fonte e externamente ao planeta por meio de nossa centelha de luz divina que está agora desenvolvendo rapidamente o novo chakra do coração. Essa centelha de luz sempre existiu, e o novo chakra do coração está se formando ao redor dela. Nosso novo chakra do coração se localizará no centro da área do diafragma, na maioria das pessoas. Este portal de energia pode ser visualizado como um cristal esférico com 144 mil facetas. Está repleto de luz diamantina, que é nossa força vital e nossa ligação interior com nosso Criador. Ela, nossa centelha pessoal de luz divina, também é parte integrante do próprio ser de nosso criador.

Raios de luz diamantina são emitidos das facetas desse portal dimensional em todas as direções concebíveis, de modo que, independentemente da posição assumida pelo corpo, é mantida nossa ligação energética com o núcleo da Terra. Quando nos mexemos, nosso vínculo com o núcleo do planeta se muda para diferentes raios de luz, que estão sendo simultaneamente emitidos a partir do âmago de nosso ser. Esses raios de luz são pulsações ou ondas de energia. A palavra "luz" é um tanto enganosa, pois neste contexto nada tem a ver com o conhecemos como luz. Tem relação com freqüência. A pura luz divina é a qualidade mais alta da freqüência. Há vários níveis de intensidade (vibração) de freqüência existentes em toda a criação. Há muitas oitavas nos acordes sagrados do teclado da freqüência. Nossa realidade é uma composição musical de freqüência ressoando a certa vibração, por nós chamada terceira dimensão. Abaixo de nosso mundo tridimensional encontramos uma cadeia de freqüência fundamental que vibra a uma taxa mais elevada. Enxergar isso está além de nossa capacidade de visualizar fisicamente, todavia existe em nós e à nossa volta.

Nossa luz divina exclusivamente pessoal que emana desse centro diamantino cristalino presente no chakra do coração faz parte da freqüência fundamental de nosso mundo tridimensional. Sobrepomos continuamente nosso corpo físico sobre esta assinatura vibratória pessoal, originada naquela minúscula centelha de luz divina da área do diafragma. Nossos corpos físicos encontram-se num processo ininterrupto de se criar a partir da freqüência. Se nossa luz divina deixasse de criar nossa forma física durante um segundo que fosse, nós desapareceríamos.

A freqüência diamantina expressa por milhares de raios pulsando a partir de nosso centro é a verdadeira "coluna de energia" a nos ligar ao núcleo do planeta e à nossa Fonte. Nossos muitos raios de luz diamantina revezam-se em visitas ao núcleo do planeta, à medida que nos movimentamos de um lado para o outro durante os dias e noites de nossas vidas. Eles estão em movimento e fluxo ininterruptos.

O fato de que essa luz pulsa em todas as direções simultaneamente a partir do âmago de nosso ser também nos mostra como criamos o trabalho de malha de energia que liga todas as coisas e dele participamos. Tudo na criação está emitindo raios em todas as direções, entrelaçando-se energeticamente com tudo o mais. Os antigos maias tinham uma saudação que pode ser traduzida para: "Sou outro você." Essa frase reconhece nossa inevitável ligação e nossa unicidade. De outra perspectiva, nossos corpos de luz são agrupados, criando uma realidade maior que existe na forma de consciência num nível diferente de consciência.

Quando um raio de luz atravessa o caminho de outro, temos uma interseção no sistema de malha. Há interseções incontáveis. Essa interligação é uma prova contundente de que sempre estamos ligados à Terra e a todas as coisas e de que somos todos unos. E o um que somos é a Fonte. Essa malha interligadora mantém e apóia o holograma por nós chamado realidade. É nosso vínculo entre a terceira dimensão e o "não-tempo, não-espaço." Vocês gostariam de surfar nesta cadeia expansiva? Isso é possível.


Então, o que é a energia kundalini na realidade de hoje? Ela realmente sobe por uma coluna? Bem, ela pode fazer isso e já a sentiram subindo por uma coluna central do corpo. Mas pensem nela agora mais como uma onda e uma pulsação do que um fluxo — uma impregnação de freqüência mais alta num dos raios de luz emitidos do núcleo cristalino do novo chakra do coração. Subseqüentemente será sentida no corpo físico como uma onda de energia.


A kundalini já não se limitará a correr paralela à coluna espinal. Estamos passando a uma nova e expandida estrutura de tempo/espaço, em termos energéticos. Se estivermos preparados para esperar a kundalini tomar novos caminhos, será mais fácil integrarmos a nova energia que está inundando o planeta, e nos sentiremos mais à vontade à medida que nosso aparato de energia pessoal for aumentado.

A energia diamantina esférica central que é vocês (podem chamá-la de seu Eu Superior) está agora iniciando novas experiências de kundalini. A kundalini evoluiu, tornando-se bidimensional. É uma ponte que podemos atravessar para atingir com segurança níveis mais elevados de freqüência que acabarão nos tirando da terceira dimensão, levando-nos a um novo nível espiritual e existência física.

A kundalini está se tornando uma pulsação de energia intensificada e ampliada caminhando por uma das várias facetas do cristal de diamante esférico que é vocês no âmago de seu ser. A kundalini agora se originará do centro do novo chakra do coração, no âmago de seu ser. Essa experiência será sustentada, fortalecida e orientada pela nova freqüência que chegou ao planeta em 1998. A energia nova que agora circunda o planeta tem consciência e apoiará a intensificação da freqüência que precisa se integrar com seu corpo para transformá-lo. Essa nova freqüência está entrando pelo portal diamantino existente no âmago de seu ser. A nova torrente de kundalini, originando-se em seu Eu Superior no chakra do coração, se tornará uma experiência comum neste planeta, pois é necessária à nossa evolução.


Pode-se considerar que sua natureza divina presente no âmago de seu ser exibe milhares de raios invisíveis de luz diamantina pulsando para fora, a partir de seu centro em todas as direções concebíveis. Nossa natureza divina, expressa em termos energéticos na forma de raios de luz, está sendo fortalecida e ampliada à medida que passamos a estados superiores de consciência no planeta Terra. De grande ajuda é o fato de que a Barreira de Freqüência, que circunda o planeta, neutralizando nossa evolução espiritual, foi debilitada, tendo praticamente desaparecido. A kundalini, a critério de seu Eu Superior, pode agora utilizar todas as radiações vindas do seu chakra do coração para elevar a freqüência de seu corpo. A questão agora é, com que rapidez posso integrar essa nova freqüência? Com que rapidez posso transformar o corpo físico? Como devo manejar toda essa energia?
Ao se preparar para o que esperar dos novos caminhos da kundalini, vocês podem visualizar um ser amoroso de uma dimensão diferente desejando expressar amor por vocês. Esse ser, que não se encontra em forma física, poderia expressar amor por vocês atravessando seu corpo, animando e estimulando toda e cada uma de suas células. Ele poderia ser experimentado por vocês como uma corrente de êxtase. A nova e expandida energia kundalini entrará em nós de modo semelhante, então podem contar que ela, vinda de todas as direções concebíveis, arrebatará vocês. Não ficará limitada à coluna espinal. Até mesmo nosso conceito de direção já não se aplicará, pois será um arrebatamento simultâneo, criando êxtase físico sem a sensação de nos deslocarmos daqui para lá. Simplesmente será. Lembram-se da frase: "Eu os enaltecerei?" Na verdade, ela se refere à elevação de nossa taxa vibratória que estamos desenvolvendo ao integrar essas novas freqüências.

Cada raio de freqüência que emana de sua respectiva faceta de nossa esfera cristalina central é importante. Cada raio tem seu próprio acorde específico de freqüência e seu próprio propósito. Somos, na realidade, um instrumento musical altamente organizado a tocar a música de Deus, e acabamos de receber uma canção nova para tocar. A kundalini tocará a música de Deus num raio específico, com um propósito específico para o corpo. Será um êxtase ouvido por todas as células do corpo na forma de música celestial. Essa canção os elevará.

O que está acontecendo é que os sete chakras estão se fundindo, tornando-se um único no âmago de nosso ser, formando o novo chakra do coração. Esse novo chakra consolidado se localizará ligeiramente abaixo de nosso atual chakra do coração. Quando essa mudança ocorrer, nosso formato tradicional de chakra já não proporcionará o caminho para a energia kundalini, não existirá mais. Estamos evoluindo em termos energéticos. Essa importante alteração do sistema de chakras por sua vez ativará mutações e modificará o corpo físico. À medida que mudarem os acordes musicais do sistema de chakras, o corpo terá de mudar porque ele é criado a partir do sistema de chakras, é um resultado desse sistema.

Nosso corpo elétrico, chamado nosso corpo de luz ou sistema de chakras, está se modificando porque tem de se alinhar ao sistema de chakras maior de nosso Criador, do qual constitui apenas uma pequena parte. As necessidades evolutivas de nosso Criador estão passando por grandes mudanças, e nosso sistema de chakras começou a mudar e se reorganizar para se alinhar com a totalidade de sua identidade maior. Foi decretada uma grande mudança na consciência, um movimento rumo a um nível superior de consciência e capacidades espirituais.

As modificações que afetam a humanidade e o planeta em geral serão graduais. Acontecerão primeiro em nosso corpo elétrico ou de luz. Os corpos físico, mental e emocional não conseguiriam acompanhar uma mudança repentina demais em nosso sistema de chakras. Um processo gradual de mudança já começou e continuará ao longo dos próximos anos.

Esta nova energia da qual vocês participarão poderá afetar seu corpo físico de várias formas até que o novo corpo de luz, o recém-consolidado sistema de chakras, seja totalmente integrado ao físico. Vocês poderão se sentir tontos, ouvir um zumbido na cabeça, ter febre baixa ou náusea ou várias indisposições sem importância. Usem os métodos que vocês já conhecem para ajudar a devolver o equilíbrio ao corpo o mais rapidamente possível. Essa energia não vai embora, então vocês podem muito bem ser um dos que sabem integrá-la.

Aqui vão algumas sugestões de como lidar com essas novas freqüências.
Alimentos: Ingiram em porções pequenas figos, tâmaras, nozes, abacaxi, chá de folha de framboesa, chá de hissopo, muita água pura, aipo, beterraba, uvas de casca escura. Uma pitada de bicarbonato de sódio dissolvido em água ajudará na indigestão causada pela entrada de excesso de freqüência na área do diafragma/estômago por meio do novo chakra do coração. Evitem drogas recreativas.

Som: Cds som-onda-energia podem ajudar a equilibrar as freqüências. Ouçam com moderação.

1.Exercícios aeróbicos, que fazem a pessoa mexer o corpo todo em movimentos amplos (como dançar ao ritmo de uma música alegre) serão necessários. Os que levam vida sedentária, recusando-se a mexer o corpo não vão se sentir muito bem.

2.Cantar ajudará bastante a equilibrar as freqüências de seu corpo em particular. Deve ser sua voz, pois ela encerra seu padrão pessoal de energia. É como suas impressões digitais. Sua canção será aquela sua parte mais intimamente relacionada com a freqüência! Vocês podem cantar até equilibrar a nova freqüência em seu corpo. Quanto mais cantarem, mais bonita ficará sua voz. Conseguem cantar e dançar ao mesmo tempo? Isso será muito eficaz.

3.Tentem um banho quente, colocando na água um pequeno cristal de quartzo e um pequeno cristal de quartzo rosa. Coloquem algumas gotas de óleo de amendoim na água para ajudar a equilibrar a nova energia.

4.Se vocês estiverem muito nervosos para dormir à noite, um chuveiro quente removerá o excesso de energia de seu campo energético.

5.Curtos períodos de repouso durante o dia, quando necessário, serão importantes.

Integridade: Agora, mais do que nunca, é importante ser impecável. Qualquer distorção de freqüência em seu campo em conseqüência de um lapso em sua integridade provocará um acidente sem importância, como esbarrar em alguma coisa, ou fará se sentirem mal. Portanto, por favor, comportem-se.

É por isto que temos esperado. As novas freqüências estão aqui. Estão afetando todos no planeta, e os que não entendem o que está acontecendo poderão achar que estão doentes ou a caminho de um colapso nervoso. Não podemos compartilhar as informações com todos porque a maior parte da humanidade não está disposta a ouvi-las. Mas podemos partilhar nosso amor e generosidade.

Um sorriso faz maravilhas, especialmente se for dado por uma pessoa que estiver integrando com êxito as novas freqüências. Encerra muito potencial curativo e não é preciso dizer uma palavra sequer. Então, sejam generosos com seus sorrisos. Bebam muita água pura e se preparem para um passeio maravilhoso até o próximo nível de consciência!


Mary Fran Hoppa -
Mayan Calendar Art, 1008
Maple Park Drive, Paradise,

CA 95969 - Fone (530) 876-9817