segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A UNIÃO DO SAGRADO FEMININO COM O SAGRADO MASCULINO




Em diversos mitos vemos casais sagrados, de cuja união geram vida, fertilidade e amor. Ísis e Osíris, Hera e Zeus, Inana e Dumuzi, Eros e Psiquê, Ishtar e Tammuz entre outros. Esses casais representam nada mais do que a plenitude masculina em união com a plenitude feminina.

Quando um homem conhece seu corpo, honra seu Deus Interior e reconhece e honra o sagrado que há na mulher e há uma reciprocidade entre ambos, a união das contrapartes gera uma energia que não só os envolve como um casal, mas a todos que estão ao seu redor, a sua comunidade e a Terra.

A sinergia gerada por essa união não se manifesta apenas no âmbito sexual, pois os envolve de forma mais profunda gerando um elo muito forte, que mesmo separados continuam ligados energeticamente. 
Um Homem Sagrado sabe honrar e respeitar os ciclos da mulher (donzela, mãe e anciã) e não há o desejo de posse, pois a Mulher Sagrada pertence a si mesma.
Não há o sentimento de culpa, pois ambos conhecem o poder que fluí deles. 
Não há dominação, pois não são opostos, mas sim complementos. 
As barreiras de tempo e espaço deixam de existir, pois se tornam apenas o Uno e o Atemporal. 
Ambos experimentam o ápice do poder de seu gênero de forma pura e transcendente, pois seus corpos se tornam canais que os ligam a energia cósmica da natureza. Há o sentimento de afeto, proteção, amizade, companheirismo e o amor incondicional.

Se todos os homens aprendessem a se conectar com o seu Eu Sagrado, honrando seus ciclos junto à natureza e da mesma forma as mulheres e enxergando um no outro a centelha divina, não haveria tantos problemas de relacionamento e a Guerra dos Sexos acabaria sem perdedores.
O mal de nossa sociedade atual é que os sexos se opõem ao invés de se unirem e buscarem um crescimento e evolução juntos de forma que toda a Terra se beneficiaria dessa união. Não existiriam estupros, violência e crimes de ódio. 
O machismo e o feminismo enquanto forem vistos por uma visão distorcida um do outro onde os machistas buscam dominar o sexo feminino e as feministas dominarem o poder que tanto tempo ficou na mão dos homens e dominá-los de forma que os inferiorizem, não haverá o verdadeiro equilíbrio.

Se ambos os sexos reconhecerem que são vítimas na Guerra dos Sexos e que ao invés de se oporem buscarem o amadurecimento de forma que se conectem com seu Eu Sagrado, irão se unir de forma que essa união resulte como a união dos Deuses em vida, trazendo cura, fertilidade e amor.

E os homossexuais onde ficam nessa história?
Quando falo de homem e mulher estou falando de gênero e isso não tem relação com sexualidade. Há muitos gays que desprezam o sexo feminino, assim como algumas lésbicas repudiam o sexo masculino, ou seja não muda nada. Se ambos se conectarem com a verdadeira essência de seu gênero acessando o sagrado que há dentro de si enxergarão e honrarão o sagrado que há dentro do outro, não importando seu sexo, sua etnia, e muito menos sua sexualidade.

O Hieros Gamos que nas sociedades antigas ocorriam entre o Rei e a Rainha ou entre os altos sacerdotes e as sacerdotisas, para fertilizar a Terra e trazer colheitas prósperas deve ocorrer em nossa sociedade atual com a união entre o Masculino e o Feminino, ambos se conectando com suas divindades interiores de forma que a Terra se cure e que as gerações futuras colham paz, equilíbrio, união e amor.

Por: Gawen Ausar (Natan Brith)

Bibliografia: MOORE, Robert e GILLETTE, Douglas – Rei Guerreiro Mago Amante – A Redescoberta dos Arquétipos Masculinos. Rio de Janeiro – Editora Campus, 1993

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

NAS ASAS DO AMOR - OSHO


Uma pessoa tem de começar não amando a si mesma… porque você não sabe quem você é. 
Quem você vai amar? Se começar a amar a si mesmo, você amará apenas o seu Ego, que não é o seu Eu, que é a sua falsa personalidade.
E quase todos amam sua personalidade, todos amam seu ego. Mesmo a mulher mais feia, se você lhe disser: “Como você é linda”, ela não se recusará a aceitar isso.
Ouvi contar: dois velhos se encontraram numa esquina. “Onde você esteve nestes dois últimos meses?” “Na prisão”, responde o segundo homem.“Na prisão? Como é possível?”, diz o primeiro homem. O segundo responde: “Bem, há dois meses eu estava parado numa esquina e uma linda garota apareceu correndo com um policial e disse: ‘Ele é o homem, oficial. Foi ele que me atacou’. E você sabe, eu me senti tão lisonjeado que admiti”.
Quantas coisas você tem admitido que sabe perfeitamente bem não serem verdadeiras? As pessoas dizem que você é tão amoroso, tão sincero, tão verdadeiro, tão lindo, tão honesto, e você nunca nega isso. Esse não é o amor sobre o qual tenho falado.
Sim, eu gostaria que você amasse a si mesmo, porque, a menos que você ame a si mesmo, não pode amar a ninguém mais. Você não sabe o que é o amor se não amar a si mesmo. Mas antes que possa amar a si mesmo, você tem de conhecer a si mesmo. Assim, amar é consequência; a meditação é primeiro passo.
E o milagre é que, se você meditar e lentamente sair de seu Ego, sair de sua personalidade e conhecer seu verdadeiro ser, o amor virá por si mesmo. Você não precisa fazer nada, é um florescimento espontâneo. Mas ele floresce apenas num certo clima, e esse clima eu chamo de meditação.
Na atmosfera do silêncio, da não-mente, de nenhuma perturbação interior, de absoluta clareza, paz e silêncio, de repente você verá que milhares de flores se abriram dentro de você. E a fragrância delas é Amor.
Naturalmente, primeiro você amará a si mesmo, porque esse será o seu primeiro encontro. Primeiro você ficará consciente da fragrância que está surgindo em você e da luz que nasceu em você e da bênção que está banhando você. Então, amar se tornará a sua natureza. Você amará muitos, você amará todos.
Na verdade, o que conhecemos em nossa ignorância é um relacionamento, e o que conhecemos em nossa consciência não é mais um relacionamento. Não é que eu ame você; é que eu sou amor. Você tem de entender a diferença.
Quando você diz “eu amo você”, e os outros? E a existência toda? Quanto mais estreito for o seu amor, mais pressionado será. Suas asas são cortadas; não pode voar ao céu em direção ao sol; não tem liberdade; quase está numa gaiola dourada. A gaiola é linda, mas dentro da gaiola o pássaro não é o mesmo que você vê no céu abrindo as asas.
O amor tem de se tornar não um relacionamento, não um estreitamento, mas um alargamento. O amor tem de se tornar sua própria qualidade, seu próprio caráter, seu próprio ser, sua radiância. Assim como o sol não irradia luz para alguém em especial, sem endereçar, a meditação irradia amor sem endereço.
Obviamente, primeiro ele é sentido dentro de você mesmo, para você mesmo, e então começa a irradiar por todos os lados. Então você não só ama os seres humanos; você ama as árvores, ama os pássaros, você simplesmente ama; você é amor.
Osho

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A LUZ ENVOLVE A ESCURIDÃO


Que a compaixão e o amor envolvam profundamente a escuridão até que brote a Luz. 

Toda sombra tem sua contraparte Luz, apenas não ressona nesta frequência temporariamente. 
Não alimentemos o ódio, pois com ódio jamais se gerará compreensão. 
O Mestre Jesus quando se aproximava das pessoas, tinha um magnetismo tão intenso, que seu Amor inundava a terra árida do coração dos homens, fazendo florescer a sua lembrança de condição humana, de centelha divina, de irmandade. 
Todo o ódio presente se afastava, pois não sentia condições de se proliferar. 
Vamos aproveitar toda discórdia para colocar em prática as palavras de São Francisco de Assis,..." Onde houver ódio que eu leve o Amor, onde houver ofensas que eu leve o perdão". 
Vamos largar as pedras. Essas desavenças, esta incitação à luta, e a guerra é a arma da escuridão. 

Não lhes dêem esta audiência. Não ampliem esta vibração.
Não compartilhem o ódio, não cultivem a divisão, para que todas essas energias negativas não tenham ressonância, nem alimento. 
Gandhi fez uma mudança gigantesca sem armas, sem fraticídio. Se ele pode, nós também podemos.
Ancoremos a Luz e o Amor! E a justiça divina se fará, indubitavelmente! 


Beijos no coração
Tereza Sigwalt.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SERÁ QUE EU FLORESÇO COM ESSA PESSOA?


"Na presença do meu Bem Amado, 
meu nardo exala seu perfume" 
(Cânticos dos Cânticos)

"Uma boa maneira de reconhecer um Bem Amado ou uma Bem Amada, seria se perguntar...Será que eu floresço com essa pessoa? 


Será que com essa pessoa eu consigo me expressar, ser eu mesmo, abrir as minhas asas, ou pelo contrário, me sinto encolhido, retraído, esmagado por sua inteligência opulenta e arrogante, como na presença do Faraó? 


Será que com essa pessoa consigo revelar o meu mais íntimo perfume, ou perco a minha identidade e minhas faculdades? 


O fracasso de um amor não é o fracasso do Amor.


O Amor jamais passará, é a única coisa que não podem tirar de nós, é aquilo que doamos. 
Por isso não se pode lastimar o fato de se ter amado mesmo que não tenha dado certo. 


Se realmente amamos nunca morrerá. 


O nosso corpo de luz, são tecidos com todos os atos de amor e doação que fizemos. 
Ninguém pode nos impedir de amar, mesmo aqueles que não nos amam. 


Esse é o Amor Ágape, aquele que transborda, que nao pede nada em troca." 


(Jean Yves Leloup)

ÁRVORES REDUZEM CORTISOL, O HORMÔNIO DO STRESS

Exposição a plantas pode aliviar o stress, aumentar imunidade e proporcionar a saúde integral: substância química produzida pelas plantas é benéfica aos seres humanos. (Anahad O’Connor, do jornal New York Times, 5/7/10)
Numa série de estudos, cientistas descobriram que quando as pessoas trocam suas “prisões” de concreto por algumas horas em ambientes naturais – florestas, parques e outros locais com muitas árvores –, elas apresentam um aumento na função imunológica.
A redução do stress é um fator. Mas, os cientistas também associam isso a phytoncides, químicos transportados pelo ar emitidos pelas plantaspara protegê-las do apodrecimento, de insetos e de micróbios, que aparentemente também beneficiam os humanos.
Um estudo publicado em janeiro incluiu dados sobre 280 pessoas saudáveis no Japão, onde a visita a parques naturais para efeitos terapêuticos se tornou uma prática popular chamada de “Shinrin-yoku”ou “banho de floresta”.
No primeiro dia, algumas pessoas foram instruídas a caminhar por uma floresta ou área arborizada por algumas horas, enquanto outras caminharam pela cidade. No segundo dia, inverteram as atividades. Com isso descobriram, que estar entre plantas produz “menores concentrações de cortisol, menor frequência cardíaca e pressão arterial”, entre outros aspectos.
 Cortisol é um hormônio corticosteróide produzido pela glândula supra-renal que está envolvido na resposta ao stress; ele aumenta apressão arterial e o açúcar do sangue, além de suprimir o sistema imune.
Este tipo de resposta, numa intensidade normal, tem benefícios fisiológicos, mas os excessos prolongados de glicocorticóides no sangue acabam por depauperar as reservas proteicas corporais, particularmente no músculo, osso e tecido conjuntivo.  Em excesso, o cortisol pode provocar insônias e elevar ou deprimir, marcadamente, o humor. A longo prazo, o cortisol danifica as células do hipocampo, e este dano também leva à diminuição da capacidade de aprendizagem. 
Vários outros estudos mostraram que visitar parques e florestas parece aumentar os níveis de células brancas, os leucócitos. Num estudo de 2007, homens que fizeram caminhadas de duas horas numa floresta por dois dias tiveram um aumento de 50% nos níveis de linfócitos. Outro estudo descobriu um aumento nos leucócitos, que durou uma semana, em mulheres expostas a phytoncides do ar da floresta.
Os linfócitos são encontrados no sangue contribuindo para 20-30% dos leucócitos. Esta percentagem varia muito de acordo com a saúde do paciente. Se ele está deprimidostressado , esta percentagem cai muito, ou no caso de uma infecção viral, esta percentagem cresce bastante.
De acordo com estudos, a exposição às plantas e árvores parece beneficiar a saúde de todas as formas.

domingo, 27 de setembro de 2015

FLORAIS DE BACH E A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE


Quando o Dr. Bach usou como título do seu livro a expressão “Heal Thyself”, ele queria dizer que a cura vem por Si Mesmo, referindo-se a conexão do corpo (Eu Inferior) com o Espírito (Eu Superior).

O Espírito é onde se encontra a Essência do homem, ele é imortal, guarda toda a Sabedoria, é onde está o nosso Centro de Vida, é a nossa parte Divina. É onde vive a Consciência do Todo.

O nosso Eu Inferior é a nossa personalidade, dentro dele está o nosso corpo, o nosso Ego e nossos meios de conexão com a existência (corpos físico-metal-psíquico).

A alma é o nosso Eu real, que busca entendimento de si (consciência) neste mundo em consonância com sua Essência superior, é ela que intermedia a conexão do Eu Superior com o Eu Inferior. A alma habita o corpo e durante a sua existência neste planeta, busca o seu aperfeiçoamento espiritual, sua evolução consciencial, rumo a desfragmentação do ser. Integrando, corpo-mente-espírito em perfeito Amor e Harmonia.

A doença física é resultado do conflito que surge quando a personalidade (Ego) se recusa a obedecer o que diz a sua Alma, criando desarmonia entre o Eu Superior e o Inferior.

A doença ou o desiquilíbrio físico, servem para nos fazer parar de praticar ações discordantes. É o método mais eficaz para harmonizar nossa personalidade com a nossa Alma. Tipo colocar a criança de castigo “para pensar”.

A cura é o processo de Autoconhecimento e descoberta do porquê de estarmos enfermos, qual a causa do desequilíbrio. O terapeuta ajuda, sentindo o sofrimento de Alma que esta pessoa está vivenciando, buscando as essências que vão transformar sofrimento em entendimento. É um trabalho de sentir o outro com os olhos do Coração.

O terapeuta deve funcionar como um espelho límpido e claro, para que o paciente possa se ver e se interiorizar, promovendo sua própria Cura.

A verdadeira Saúde é a felicidade, e a felicidade é fácil de ser alcançada porque reside nas pequenas coisas: fazer aquilo que amamos, estar com as pessoas que gostamos, viver no lugar que queremos viver. Não há tensão nisso, nem esforço e nem luta.  É só descobrir o que se quer e realizar e não reprimir nossos verdadeiros desejos.

Encontremos aquele trabalho que mais nos atrai e o realizemos. Deixemos que se integre a nós de maneira tal que nos seja tão natural quanto a nossa respiração. Da mesma forma que é para a abelha coletar o néctar das flores ou para a árvore perder suas folhas no outono e produzir outras na primavera. Seu trabalho é tão belo e útil quanto a própria vida.

O trabalho que se ajusta a nós, o realizamos sem esforço, com alegria e nunca nos cansamos dele. Ele faz aflorar em nós a nossa verdadeira personalidade, todos os talentos e capacidades ficaram dentro de nós esperando para serem descobertos e nos fazem sentir “em casa” e felizes. E é apenas quando estamos felizes, quando obedecemos a voz da nossa Alma, que nos sentimos integrados com o Universo.

Algumas pessoas desde a infância sabiam o que queriam fazer e mantiveram o seu objetivo ao longo da vida. Outros também sabiam mas foram dissuadidos a mudar por sugestões e circunstancias e/ou por desencorajamentos por parte de familiares. Contudo, todos nós podemos retornar aos nossos ideais, e mesmo que não o tenhamos claros, devemos continuar a buscar, pois a busca já nos trará conforto.

Se você deseja ser fazendeiro do que advogado, ou barbeiro ao invés de motorista, quem sabe criar receitas novas ao invés de executiva, ou mesmo “criar coisas” do que ser bancária, seja o que VOCÊ quer ser e viva bem, saudável e feliz, trabalhando com prazer.

Desse modo, estará em Paz, ouvindo a voz do seu coração e conectado com o seu Eu Espiritual.

Namastê!

Tereza Sigwalt

Composição com trechos dos livros:

- A Terapia Floral, escritos selecionados de Edward Bach

- Participando da Vida com os Florais de Bach

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A CADA DIA


A cada dia temos a oportunidade de escolher e mudar.
Escolher novos caminhos, novos hábitos, novos relacionamentos.

A cada dia nos é dada a oportunidade de mudar, o nosso olhar, o nosso sentir, o nosso pesar. De rever conceitos, ampliar a visão, renovar forças, perdoar-se e pedir perdão.

A cada dia um novo ciclo começa, alguém parte outro chega, alguém nasce e outro fenece para um outro nascer.

A cada dia algo floresce em nós. Sementes guardadas no coração, eclodem silenciosas cheias de vida, buscando seu espaço, seu brilho, sua integralidade, gritando por sua atenção, sua mobilidade e ação.

Escolha mudar, tome coragem para renascer e zerar tudo o que te aprisiona.
Escuta o que tua alma diz, nada é impossível, faça-se Feliz!


Tereza Sigwalt

sexta-feira, 3 de julho de 2015

TUDO TEM SEU TEMPO


Como tudo na Natureza, obedece-se à ciclos, às estações, a uma linearidade aparente. Para uns, tempo demais, para outros, tempo de menos.

Mas e o Amor, será que ele se desenvolve dessa forma? Quantos encontros e desencontros acontecem por falta de sincronicidade entre o tempo de cada um? É possível amar sem ser amado? Como amar alguém sem antes apagar a lembrança de um desamor que ainda teima em se esconder dentro de si?
Creio que enquanto existam feridas não curadas, nenhum passo pode ser dado em nenhuma direção. É preciso abrir o coração, limpar, agradecer e deixar ir, para que um novo tempo possa surgir e uma nova emoção possa pousar e fazer ninho.

Na dança do Amor a reciprocidade é ponto de equilíbrio e de força. Caso contrário, um vai pisar no pé do outro, um vai para um lado o outro pro outro, e o desencontro será inevitável.

Quando se ama não há depois, não há dificuldades que não possam ser solucionadas. Estar juntos, sentir a presença, o brilho do olhar é a maior felicidade. É apaixonar-se a cada dia mais um pouco. É ouvir os silêncios da alma.

O Amor brota do coração, sai pelos poros e busca se expressar de qualquer forma e por não mais se conter dentro do peito, diz. - Eu te amo!
Essa transcendência, faz sentir no fundo da Alma uma conexão direta com o Criador e todas as criaturas. Não é algo em banho-maria, controlável, homeopático, é doce e intenso, é claro e profundo, é calmo e pulsante como a própria vida.

Mas, precisa de Dois em Um. Sem um par não há dança, não há vôo, não há música.

Para Amar não precisa de tempo, ou se está pronto para vivê-lo ou não se está. É preciso coragem e sinceridade consigo próprio para revolver e preparar a terra para recebê-lo.

A semente só irá brotar se esta desejar ser árvore, como o Amor só irá se instalar se puder ser amor em sua totalidade, das raízes aos frutos, como a seiva que alimenta.

Não é vontade é aquiescência. Vontade é coisa que dá e passa. O Amor não, só aumenta, como fermento na massa. Ele sova, mistura e amassa, para crescer bonito e gostoso para degustar.

Tudo tem seu tempo é uma verdade, mas sempre é tempo de Amar. Cure suas feridas, crie pontes em seus abismos. Entre para esta dança de vida sem medo de ser feliz!
Tudo tem seu tempo, mas não perca tempo.

Tereza Sigwalt

03/07/2015 – Florianópolis

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ACEITAÇÃO X RESIGNAÇÃO - Tereza Sigwalt


Há uma diferença tácita entre o ato de aceitar e o de se resignar. Parece estranho falar em “ato”, “ação”, sobre vocábulos que carregam em sua essência um sentido de passividade, de quase imobilidade. Mas aceitar é completamente diferente de resignar. 
O primeiro de alguma forma entende, intuitivamente, que algo maior está no comando e que ainda há peças desconhecidas que poderão esclarecer a situação a posteriori. Não há nada a fazer apenas aguardar. 
O segundo se prostra vencido, sem esperança, escurecido, desistido, cabisbaixo.  
Quando uma luta é empregada e não há o desfecho esperado, a dor da perda e da partida nos consome. Sentimentos se misturam. Há culpa...o que mais poderia ter feito e não fiz? O que poderia ter mudado e não mudei? Desespero, revolta, impotência, abandono e dor, uma dor profunda, aniquilante, paralisante.

O ato de aceitar não significa fraqueza, mas sabedoria. Aceitação é concordância, anuência, permissão, “Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu”.  Aceitar é admitir, não a derrota mas a necessidade de buscar “maior entendimento” sobre aquela questão. 

Quando se aceita, se coloca à disposição de uma Vontade maior. Aceitar é descansar no Pai. É prova de Fé. É a direta conexão com o Criador. É crer que ele dará a força necessária para que se continue o caminho até o fim da missão, renovando as energias, ampliando a consciência por um sentido maior. 

É ter certeza de que Ele o amparará na sua dor, o consolará nas noites de frio e sempre enviará o sol a cada amanhecer. 
Isso nada tem a ver com religião, é transcendência, é conexão. É a Paz restaurando o coração.

Resignar ao contrário, é desistir, é se sujeitar, é se submeter sem buscar entendimento. É se abandonar no sofrimento, se sentindo “vitimizada”, desprestigiada e desamada. 
A conformação sem compreencão ou luta, cria mágoas e revoltas interiores, desconectando-se espiritualmente, gerando doenças e procrastinação.

Que todos que neste momento, sentem-se abatidos pela dor da perda, da separação, do abandono, da desvalorização e da desilusão, tenham a Serenidade de "aceitar" as coisas que não podem ser modificadas, coragem para modificar aquilo que é possível e sabedoria para distinguir umas das outras. Namastê!


Tereza Sigwalt 

quarta-feira, 4 de março de 2015

AMOR É RECIPROCIDADE - Tereza Sigwalt


Quando dois seres sentem que podem estabelecer uma relação de Amor, não basta cada um ter consciência do seu Eu, se cuidar, se amar, se respeitar, se expressar, se responsabilizar por si. Todos esses ingredientes, centros de consciência despertos, demonstram pessoas cheias de habilidades, com um potencial de expansão, pronto para saltar uma oitava acima em sua espiral evolutiva.

Mas, se não tiver Amor será como “um címbalo que retine” ou um instrumento musical com um som desafinado, totalmente inútil em sua função primeira. Se não tiver Amor para colocar o outro acima do seu Eu, será como uma flor rara que preparada para abrir e exalar todo o seu perfume, fenece precocemente. Só o Amor traz a qualquer individualização um sentido de existir. Duas taças precisam transbordar o vinho da celebração, pois foram criadas para brindar a Vida. Cada ser nasce com um projeto, uma missão, mas só o Amor cria a Plenitude da manifestação.

O Amor privilegia o outro, esquecendo que há um “Eu e um Outro”. Sem se dissolver, sem esquecer-se de si, mas simplesmente sentindo-se extasiado ao ver aquele Ser realizando seu voo exuberante, espargindo toda a sua essência, alegria e expansão. É um estado de graça. Não há fronteiras entre o particular ou o todo, tudo torna-se Um.

Ao contrário, quando se personaliza o Amor, surge o “meu amor e o seu Amor”. Passa-se a medir, a negociar, a fazer trocas, a ter medos, a fazer cálculos até onde se esta somando, dividindo ou subtraindo. Esforçam-se para serem vistos, entendidos, valorizados. Muitos manipulam para não perder o contrato, o castelo construído, o tempo empregado. Não há Amor na Igualdade, apenas trocas, que podem ser afetivas sim, mas que esvairão quando a moeda se findar.

Reciprocidade significa correspondência mútua, em todos os níveis: espiritual, mental, emocional e físico sem objeção. Vem do alto, trazida pelo vento da Alma em sintonia com a outra Alma e cantam a mesma canção. Numa relação de reciprocidade a emissão de Amor, antes de ir já voltou. Aliás, nem precisou ir, pois os dois polos são alimentados ao mesmo tempo sem esforço. Cada um sabe que o outro também é ele. Muitas vezes palavras são desnecessárias, um olhar tudo diz. Nenhuma ação é esperada para se justificar. Não há dúvidas. Não há medos, só o Amor a vibrar e a iluminar como um grande farol.

Quando se pensa o outro já faz parte. Quando se ora o outro é a própria oração. Não está fora, está junto. Como dizia o mestre: – Eu sou contigo.

O Amor é assim, largo, flexível com espaços para fluir. Ele procura os caminhos para chegar ao seu coração e inundá-lo com a essência da fonte, como um rio que procura o mar. O Amor procura a menor resistência para seguir no seu propósito. Não há o que fazer. Apenas Amar e deixar-se Amar. O fluxo do Amor então, se fará incessantemente em seu infinito percurso na Unidade.

Tereza Sigwalt